Wednesday, 9 September 2009

Olhó Joãozinho, hã...

AQUI!

Já agora, fica aqui a evoluçao do título, com o dia do caso a vermelho.

Friday, 4 September 2009

Bloodgate

A chamada blood substitution, introduzida há um par de anos, permite a uma equipa de rugby substituir temporariamente um jogador lesionado para este ser assistido sem que o ritmo de jogo sofra uma quebra prolongada.

Como qualquer regra de jogo também esta pode ser usada de forma estratégica.
Pelo menos foi o que pensou Dean Richards, treinador dos Harlequins, que nos 1/4 final da Heineken Cup (tipo Liga dos Campoes do Rugby) da época passada decidiu fornecer a um dos seus jogadores uma cápsula com sangue, mastigável, para propósitos que podem adivinhar...

A solucao, para além das suspensoes e multas para os intervenientes neste caso, passa agora por permitir aos médicos das equipas adversárias verificarem as blood injuries durante o jogo.

Tuesday, 1 September 2009

Quem dá esta entrevista tão esclarecedora?

É igual ao Scolari.Então?Agora, não tenho tempo para isso.Para isso, o quê?Para o Scolari. Se lhe contasse coisas sobre ele, nunca mais saía daqui.Diga só uma, então.Só uma? Não posso! Não consigo! Como é que vou falar de um homem que chegou a Portugal, saiu daí sem ganhar nada e ainda é bem-visto? Dou valor é ao Queiroz, que ganhou dois títulos mundiais com os juniores. E também ao Humberto Coelho. Bolas, com ele, ganhávamos a dar espectáculo. Mas alguém duvida de que o Euro-00 foi o expoente máximo da geração de ouro? Alguém duvida? Não brinquem comigo!Com Scolari...Estive nove meses, mas a primeira reunião dos capitães - eu, Couto, Figo e Rui Costa - foi suficiente para o entender. Chamou-nos à parte e disse-nos que estava ali para treinar a selecção e dar o salto para um grande europeu. Mas estamos a brincar ou quê? Mas que é isto? Um homem na selecção, que deve ser um privilégio, o maior privilégio, e ele só pensava em sair para um grande da Europa. Mas brincamos ou quê? Falava em seriedade e disciplina. Aliás, afastou carismáticos, como Baía e João Pinto, com base na disciplina. Isso é tudo muito bonito, mas ele não aplicava a regra. Nos almoços da selecção, a mesa dos jogadores é sempre maior que a dos treinadores, porque há mais jogadores que treinadores. Com o Scolari, não! A nossa tinha 18/20 pessoas. A dele era maior. Mas estamos a brincar? Mas estamos onde? Ele levava os amigos brasileiros, os amiguinhos da Nike. Sim, porque ele é patrocinado pela Nike e entre um jogador da Nike e um da Adidas, escolhia sempre o da Nike. Mas depois, lá vinha com a lengalenga da disciplina. Então mas eu, que nasci em Coimbra, em Portugal, deixo-me ficar? Numa situação destas, deixo de agir? Mas estamos onde, pá? Que é isto? Ele ganhou o quê? Foi a uma final em casa e perdeu-a [Euro-04]. Mas há mais.
Quem?
O Dr. Merdaíl. Disse Merdaíl? Enganei--me. É Madaíl, Madaíl. Depois do fiasco do Mundial-02 [Portugal eliminado na fase de grupos por EUA e Coreia do Sul], escondeu-se atrás de uma carcaça, atrás de um campeão do mundo [o Brasil venceu esse Mundial-02, com Scolari a seleccionador]. Isso é atirar areia para os olhos dos outros. Desculpe lá, mas apetece-me partir a loiça toda. Nasci aí, em Portugal, e não aceito que arruínem o nosso futebol.

Wednesday, 12 August 2009

Epah... pronto(s)!

Deputado do Amazonas é acusado de encomendar crimes para passar na TV
Político apresentava programa que exibia imagens de gente assassinada.
Um escândalo! O deputado estadual mais votado do Amazonas é acusado de envolvimento com traficantes.
O político também apresentava um programa de televisão, que exibia cenas de gente assassinada.
Agora, o detalhe macabro: a polícia acredita que essas mortes eram encomendadas. Pelo próprio deputado apresentador.
"Está aqui o corpo, inclusive está saindo fumaça ainda", diz um vídeo.
Imagens chocantes no programa policial que o deputado estadual Wallace Souza apresentava em uma TV do Amazonas. Wallace é um ex-policial expulso da Polícia Civil.

Wednesday, 8 July 2009

Que Estados Unidos?

A hiperinflação é um cenário que pode rebentar nos próximos cinco anos nos Estados Unidos, e a meu ver as probabilidades apontam para o muito curto prazo", afirma-nos Walter J. Williams, de 60 anos, um economista americano que alimenta um portal de informação estatística "alternativo" às fontes oficiais, que dá pelo nome bem ilustrativo de "estatísticas sombra".
Esse processo poderá ser rápido e "traiçoeiro", atravessando um curto período de euforia ilusória, aproveitado certamente por todo o tipo de especuladores, surpreendendo, por isso, depois, a maioria dos americanos. Não falta já a vaga de indicadores que apontam para uma desaceleração da crise a partir de um pico em Dezembro de 2008 ou Janeiro de 2009.George Soros juntou-se ao coro político decretando que "o pior já ficou para trás".
Mas se o vírus da hiperinflação atacar, "a depressão que vivemos poderá transformar-se definitivamente numa grande depressão", diz Williams, o responsável pelo sítio www.shadowstats.com . A ponte entre inflação e hiperinflação não tem nenhum muro de Berlim no meio a dificultar o caminho - é uma dinâmica que se pode gerar de um momento para o outro, como os exemplos históricos conhecidos apontam.
As próprias estatísticas apresentadas por Williams apontam para uma situação actual de inflação (de 6,1% ao ano) nos Estados Unidos - e não de ligeira deflação (quebra de preços na ordem dos 1,3%) como alegam os responsáveis oficiais. "Os ingredientes para que um cenário hiperinflacionário nos surpreenda estão todos no seu lugar há muitos anos", clama o economista.
Um modelo que faliu
O modelo de crescimento económico assente na ilusão de "dominar" o ciclo económico, de o restringir a uma "média" de meses mínima, e de alimentar continuamente o consumo e o investimento americanos por via da expansão da dívida pública "já não é mais viável, pelo menos no futuro imediato". A 'doutrina Greenspan' à frente da Reserva Federal (FED) - particularmente entre 1992 e 2007 - levou o modelo ao extremo em tempo de paz e criou o berço para a crise financeira que rebentaria em meados de 2007.
Quando o abcesso começou a rebentar há dois anos atrás, os políticos e economistas da Administração W. Bush julgaram que se tratava de algo similar ao que ouviram falar, ou tinham mesmo estudado (como foi o caso de Ben Bernanke, que substitui Greenspan à frente da FED ainda durante a anterior administração), sobre a Grande Depressão de 1929 e decretaram o combate sem tréguas ao perigo de deflação. Aceleraram, por isso, a política de expansão da dívida pública e da sua monetarização, agora com o argumento de pacotes de emergência anticrise.
O paradigma continuou com a eleição de Obama para a presidência: "Não vejo que a nova Administração tenha outra opção do que prosseguir com a depreciação do dólar e de arriscar ver-se no meio de uma hiperinflação sem se dar conta como", diz Williams.
A situação atingiu um patamar inacreditável, recorda o economista: "as obrigações totais dos EUA (e não só o que é classificado como dívida pública) subirão, no final deste ano, para os 75 biliões de dólares (triliões na designação anglo-saxónica, cerca de 54.000 mil milhões de euros), um valor descomunal, superior ao próprio PIB mundial de 2008 e que representa mais de cinco vezes o PIB americano naquele ano". Este valor é mais do dobro do nível atingido em 2002.
Williams interroga-se: quem acreditará que a América é solvente?
A questão da confiança
A falta de confiança na solvabilidade americana pode espalhar-se. Os alertas chineses repetem-se - o governador do banco central da China, Zhou Xiaochuan, voltou, agora, nas vésperas do G8, a falar da urgência de se pensar na criação de uma divisa internacional de reserva "desligada das nações soberanas".
Diz Williams: "Não sei o que os chineses esperam em termos de janela de tempo, mas creio que podemos apostar com segurança que eles pressentiram já que vão perder muito dinheiro nos valores que têm em dólares".
Qual poderá ser o novo despoletador de uma crise de confiança? Muitos analistas falam que continua "pendente" o estalar de uma crise de liquidez no mercado das obrigações do Tesouro americano a 10 e 30 anos, em larga medida compradas por investidores estrangeiros.
Recordando o passado
A hiperinflação é uma situação sobre a qual as gerações actuais de americanos não têm qualquer memória histórica - foi coisa longínqua dos tempos da guerra de independência anti-inglesa e depois na guerra civil. Por isso, reagem com estupefacção a uma conclusão deste tipo. Mas, na Europa, a memória tem sido avivada com o reestudo do que ocorreu durante um curto período na chamada República de Weimar na Alemanha, com um pico em Novembro de 1923 em que os preços duplicavam de dois em dois dias, ou na Hungria depois da 2ª Guerra Mundial em 1946, ou na Jugoslávia, mais recentemente no final dos anos 1980.
Como é possível que a principal potência mundial possa correr um tal risco, interroga-se o leitor que está habituado a ouvir que esses cenários são ou eram típicos de países como o Zimbabwe (recentemente), em Angola entre 1991-1995, no Brasil entre 1986 e 1994 até ao 'Plano real', ou na Argentina em 2002, para citar alguns casos. O efeito de um cenário de hiperinflação americana gerará um processo de contágio imediato a todas as economias "dolarizadas".
Williams não vê outra consequência geoeconómica deste cenário dramático senão "o desenvolvimento de um novo sistema global de divisas face ao colapso do dólar" e espera que "alguma relação com o ouro seja incluída para criar alguma credibilidade no público".
Artigo adaptado da edição impressa do expresso de 4/07/09

Monday, 29 June 2009

E se de repente lhe oferecerem flores?

Apetecia-me escrever umas palavrinhas sobre o Benfica, a estratégia recente do LFV e o enredado Rui Costa, tudo matérias sobre as quais tenho opinião formada.
No entanto, a luz que não consigo ver é outra.

Passados 20 anos do conveniente laissez-faire, laisse passer do Gorbachev, estamos nós à espera que algo se passe. Falo da Pérsia, do Obama...
É sabido que os EUA perceberam bem a passagem do post anterior e foram abraçando todos os requisitos aí enunciados. Na segunda metade do séc.XX já viviam na globalização ainda nós Europa estávamos em contra-ciclo, retraídos pelo colapso das nossas expansões anteriores. Essa globalização, todos sabemos e até os próprios o já têm confirmado até certo ponto, foi tecida pela CIA e por métodos de secretismo, espionagem e contra-informação, no mínimo...
O que pergunto é: e agora? Yes they can? Do it another way? Estarão sequer a tentar?
E se tentarem não vão falhar? Agora, competindo com países instruídos que finalmente operam (mais ou menos, vá) segundo as leis do outro laissez faire (o económico) transformando povo em mercado, não vão os EUA ser o país da mão de obra barata?
Vai o Obama deixar cair os EUA? E devia? ou vamos à guerra novamente?